Estou em Vila Real de Santo António.
Vim no meu fabuloso Renault 21. Estava com um certo receio que o gajo se ficasse a meio da viagem, ali por bandas de Canal Caveira. Mas aguentou-se.
GPL é porreiro. 5€ rendem 100km, com duas pessoas no carro e a andar bem. Digamos que fiz a Via do Infante toda entre os 130 Km/h e os 160 Km/h. Consoante a inclinação do terreno. 170.000 km não perdoam, e o motor já nota o peso das subidas.
A desvantagem é só uma. Num carro diesel, eu pego na mangueira e encho o depósito com cerca de 60€. Dá para 900 km. Depende da cilindrada, depende da velocidade. O meu R21 leva 30€ de GPL. Ou seja, temos pouca autonomia. E postos de abastecimento deste gás precioso não abundam.
Entretanto já fui a Espanha, a Alcoutim, e tudo bem.
De repente, chego a um café em Vila Real de Santo António, mais os sogros, namorada e a minha sobrinha Bia, e no melhor que estamos a lanchar chega uma casal de atrasados mentais.
Porque atrasados mentais?
Porque fumam. Só um atrasado mental é que fuma?
Não.
Mas, neste caso particular, sem dúvida que estamos perante a presença de atrasados mentais.
Porquê?
Porque assim que entraram exigiram à senhora do café para desligar o ar condicionado, único elemento dentro do café responsável pela manutenção da qualidade do ar. E, assim que o aparelho foi desligado, cada um pegou no seu cigarro, e começaram a encher o pequeno recinto de toxinas, monóxido de carbono e outros elementos agressivos aos pequenos pulmões de uma criança de 2 anos. Já não falando das restantes pessoas.
Quero ver como é que estes drogados vão sobreviver quando entrar em vigor a nova lei do tabaco.